Ônibus ficaram 40% mais lentos

Data: 08/06/2017

Ônibus ficaram 40% mais lentos no Brasil em 16 anos
Associação de empresas sugere plano para qualificar os serviços convencionais de ônibus com R$ 1 bi por ano

Fonte: Diário do Transporte
Em 1999, a velocidade média comercial dos ônibus urbanos no país era de 25 Km/h.

Em 2015, já havia caído para 15 km/h.

A perda de 40% do desempenho dos veículos de transportes coletivos explica em parte a queda da demanda e o desinteresse da população pelo transporte público.

Somente de 2014 a 2016, a demanda dos ônibus urbanos e metropolitanos caiu 16,5%, despencando de 382,4 milhões de passageiros transportados para 319,3 milhões.

Os dados são Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos – NTU e revelam a falta de prioridade dada aos transportes públicos ao longo dos anos.




No mesmo período, de acordo com registros oficiais do Denatran, obtidos pelo Diário do Transporte, a frota de veículos nas ruas do Brasil explodiu: Em 1999, eram 27,1 milhões e, no ano de 2015, a frota passou a ser de 90,6 milhões. Em abril de 2017, já eram 94,8 milhões de carros.








Como mais de 80% dos deslocamentos em transportes públicos no Brasil são feitos por ônibus e as linhas metro-ferroviárias não avançam na necessidade ideal, a NTU propõe um plano para aumentar a eficiência do meio de transporte.

As cidades brasileiras têm até registrado aumento em Sistemas como de BRT, presentes hoje em 33 municípios e que somam 1732 quilômetros.

A preocupação, entretanto, da associação também é com os ônibus alimentadores e os sistemas comuns, principalmente em regiões onde não há recursos ou estrutura para receber corredores de maior complexidade, como os BRTs.

Apesar de levar mais pessoas e usar melhor espaço urbano, os ônibus ficam presos nos mesmos congestionamentos dos carros, cuja ocupação média não passa de 1,2 pessoa por veículo.

Assim, a NTU propõe a elaboração de um Programa Emergencial de Qualificação dos Serviços Convencionais de Ônibus que engloba a implantação de 3.300 quilômetros por ano de faixas exclusivas ou corredores comuns ao custo anual de R$ 1 bilhão.

Além de aumentar a velocidade e a confiabilidade das linhas comuns, os espaços poderiam reduzir por ano 1,5 milhão de toneladas de gás carbônico, já que os ônibus teriam melhor desempenho e queima de combustível mais eficiente. Com mais confiabilidade de velocidade seria possível atrair algumas pessoas que se deslocam de automóvel.




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